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"Provedores de internet no Brasil afirmam que a empresa X conseguiu contornar os bloqueios usando sofisticados serviços que mascaram o tráfego, criando uma espécie de 'escudo' virtual.

  • nenscy3
  • 18 de set. de 2024
  • 3 min de leitura

A manobra expõe as falhas no controle digital e levanta sérias questões sobre a eficácia das barreiras online no país.



Algo interessante aconteceu nas últimas horas, e deixou muita gente se perguntando como isso foi possível: os usuários brasileiros voltaram a acessar o X, a rede social de Elon Musk, mesmo após uma ordem clara e direta do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que havia determinado o bloqueio. E aí você se pergunta: como isso aconteceu? Uma simples mudança nos servidores da plataforma foi o suficiente para driblar o sistema e burlar a decisão judicial. Sim, é isso mesmo.


Os provedores de internet, aqueles que supostamente deveriam impedir o acesso à rede, explicam que o X fez uma jogada inteligente e difícil de contornar. Basicamente, o site passou a usar um serviço que funciona como um “escudo”, protegendo seus servidores de qualquer tentativa de bloqueio. E a estrela desse movimento é a Cloudflare, uma empresa já bastante conhecida por proteger grandes companhias no Brasil, incluindo bancos.


Agora, aqui está o detalhe que complica a vida dos provedores de internet e, de quebra, das autoridades. Ao distribuir o tráfego da rede social por rotas diferentes, esse “escudo” que o X passou a usar torna quase impossível o bloqueio eficaz, mesmo com uma ordem vinda diretamente do STF. Segundo a Associação Brasileira dos Provedores de Internet e Telecomunicações (ABRINT), esse novo software faz com que o X não use mais seus próprios IPs, mas sim os da Cloudflare. Em outras palavras: boa sorte tentando bloquear isso!


— Eles basicamente alteraram o sistema para deixar o bloqueio muito mais complicado — explicou Basílio Rodríguez Perez, conselheiro da ABRINT. Ele ainda foi mais longe ao afirmar que os provedores de internet, nesse momento, estão de mãos atadas e que só resta aguardar orientações mais claras sobre como proceder.


E, sabe o que é mais alarmante? Bloquear a Cloudflare seria como apagar um incêndio com gasolina: isso restringiria o acesso a uma série de serviços essenciais que rodam na plataforma, como bancos e outros aplicativos vitais. E quem quer mexer nesse vespeiro?


Desde que essa mudança no registro foi percebida, as provedoras tentam, sem muito sucesso, entender junto à ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) como realizar o bloqueio de uma rede que agora está protegida por uma camada tecnológica robusta, sem afetar outros serviços. O truque que o X usou é um tal de proxy reverso, um sistema que aumenta a segurança e ainda esconde o IP real dos servidores, apresentando apenas o IP do próprio proxy.


— Isso faz com que o site seja protegido de ataques diretos e, de quebra, dificulta qualquer tentativa de bloqueio — disse Pedro Diógenes, diretor técnico de uma empresa de tecnologia, a CLM.


Então, enquanto o STF e a ANATEL tentam entender o que de fato aconteceu e como fazer para reverter a situação, a sensação que fica é que o X, com a ajuda da Cloudflare, está um passo à frente, navegando de maneira livre e sem grandes preocupações. E se as autoridades quiserem mesmo bloquear a plataforma, parece que terão que enfrentar uma verdadeira batalha tecnológica. Quem diria que bloquear uma rede social poderia ser tão complicado?


E no final das contas, enquanto os bastidores dessa história se desenrolam, a realidade é que milhares de brasileiros continuam acessando o X, como se nada tivesse acontecido. Será que esse bloqueio vai realmente acontecer? Ou estamos presenciando o nascimento de uma nova forma de resistência digital?

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